Não, ninguém entende o que é fazer uma coisa que se arrependa pelo resto da vida, algo que não queria, algo que nem se quer me recordo.
Foi o pior dia da minha vida, foi a pior coisa que já fiz, e olha que já fiz muitas besteiras, mas dentre todas, esta foi a pior.
Me vendi, me droguei, me perdi, me sujei, me matei. É aquela noite só pode ter uma definição: a minha morte, de vez. Morri de vez naquela trágica noite e não me enterraram. Não imaginam como dói lembrar daquela noite, dói imaginar o que fiz, dói não ter certeza de nada.
Eu só quero me esquecer, nem que seja por alguns minutos, quero me esquecer por alguns poucos minutos. Por favor, tirem essa dor de dentro de mim, arranquem meu coração, não aguento mais esta dor.
Os cortes, os remédios em excesso, são apenas para me distrair, para me fazer “esquecer”! É uma tortura sem fim, quando começo a esquecer, as pessoas fazem questão de apertar minha ferida incurável.
… Incurável, será que vai ser assim por um certo tempo? Será que um dia isso vai me doer menos? Espero que sim, pois tenho certeza que com essa dor não aguentarei viver o suficiente para esperar parar de doer.
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